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sábado, 27 de janeiro de 2018

Criminosos invadem festa de facção rival, matam várias pessoas e ferem dezenas em Fortaleza

Polícia diz que ainda não há um número fechado de vítimas fatais, mas fala em pelo menos 10 mortos. Testemunhas dizem que criminosos chegaram em três carros e não deram chance de defesa.



Chacina ocorreu no 'Forró do Gago', local de shows no Bairro Cajazeiras (Foto: Facebook/Reprodução)
Um massacre deixou várias pessoas mortas e outras feridas em uma festa no Bairro Cajazeiras, em Fortaleza, na madrugada deste sábado (27). A suspeita inicial é que membros de uma facção criminosa estavam na danceteria “Forró do Gago”, próximo à BR-116, por volta da 1h30, quando vários homens armados chegaram em três carros, invadiram o local e dispararam tiros. Ainda não há informações sobre a motivação do crime, a identidade das vítimas ou se algum suspeito foi preso. O caso segue em investigação.olícia afima que há, no mínimo, 10 pessoas mortas, mas ainda não divulgou um número oficial de vítimas fatais, dada a quantidade de corpos no local e o número de pessoas que possam ter morrido a caminho de hospitais.
O Instituto Doutor José Frota (IJF), maior hospital de urgência e emergência de Fortaleza, recebeu seis pessoas feridas, todas baleadas. Cinco deles estão internados e não há detalhes sobre o estado de saúde. O sexto tem estado grave de saúde e está na sala de reanimação do IJF.
Fotos da chacina compartilhadas em redes sociais mostram 12 cadáveres no local da festa, a maioria de mulheres. O número não é confirmado pelas autoridades, que ainda investigam. “Foi uma cena brutal, um massacre, nunca havia ocorrido algo parecido [no Ceará]”, diz o policial.
Em dezembro de 2017, ano em que o Ceará teve um recorde no número de homicídios, o governador do Ceará, Camilo Santana, havia dito que 82% dos homicídios ocorrem em consequência do conflito entre facções que disputam territórios de tráfico de drogas.

Relato de sobrevivente

“Está muito horrível, muito horrível mesmo, muita gente baleada no chão”, disse um sobrevivente, em mensagem compartilhada em rede social. A PM confirmou que se trata do texto de uma testemunha que pediu para não ter o nome divulgado.
“Algumas testemunhas falam em dezenas de pessoas chegando e atirando, sem dar chance de defesa; outras falam que eram um grupo de 15 bandidos, em três carros, fortemente armados”, relato o PM.

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